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DIVERSIDADE - 13/08/2009

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Homofobia no Brasil ainda é preocupante

Apesar do avanço nas políticas públicas, Brasil tem alto indice de assassinato de homossexuais
Bernardo Monteiro Rebello - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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O Brasil vem avançando muito em termos de políticas públicas de combate à homofobia. Paradoxalmente, o indice de homicídios de homossexuais no Brasil é um dos maiores do mundo. A contatação é da psicóloga Tatiana Lionço, da ONG Anis, que trabalha com a defesa dos direitos humanos. "O Brasil é um país de contrastes na questão de identidade de gêneros", diz a pesquisadora.

Mesmo com as boas iniciativas do governo e de entidades que lutam contra a homofobia, a situação ainda é preocupante. Em pesquisa anual feita pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), dirigido pelo pesquisador Luis Mott, a cada dois dias um homossexual é assassinado no país.

O seminário Homofobia: vamos conversar?, organizado pela UnB e pela ONG Anis, buscou esclarecer questões sobre diversidade sexual. Os debates começaram na segunda-feira, 10 de agosto, e terminam nesta sexta-feira, 14 de agosto. Especialistas de diversas áreas palestraram e responderam a perguntas da plateia.

PROTEÇÃO - Um dos pontos de destaque das palestras foram as políticas publicas e as iniciativas internacionais brasileiras para combater a homofobia. “O Brasil tem um nível de proteção formal aos homossexuais bom”, diz Tatiana Lionço. No campo das reivindicações, a pesquisadora acredita que existe uma necessidade de criação de uma lei especifica que verse sobre o preconceito contra homossexuais.

No ultimo dia do evento, nesta sexta-feira, será lançado o livro “Homofobia e educação, um desafio ao silêncio”. Fruto de uma pesquisa realizada pelas especialistas Tatiana Lionço e Débora Diniz, a obra é o resultado de uma analise feita em livros didáticos para jovens e crianças. Para as pesquisadoras, existe um silêncio sobre a diversidade sexual no material didático dos estudantes.   

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: Secom UnB. Fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

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